Em França, o governo vai desbloquear 750 milhoes de euros até 2022 para os serviços médicos de urgência,em greve há mais de seis meses. Os protestos têm denunciado as difíceis condições de trabalho. Na segunda-feira, a ministra da Saúde, Agnès Buzin, reuniu-se com os representantes dos trabalhadores, dirigentes hospitalares e sindicatos.

O montante superior a 750 milhões de euros (3.372.512.264 R$) destina-se a reformar os serviços de urgências nos hospitais franceses, entre 2019 e 2022. A soma a ser aplicada no projecto, provirá de verbas já existentes,no quadro do orçamento previsto para as despesas de saúde pública em França.

Através da reforma, o governo francês tenciona descongestionar as urgências dos hospitais do país, baseando-se no recurso à medicina privada e numa tomada a cargo mais rápida de cada paciente.

Contudo, a ministra da Saúde Agnès Buzyn, que anunciou segunda-feira as medidas para desobstruir os serviços de urgência, não previu o acréscimo de camas, nem o recrutamento de mais efectivos.

O pessoal em greve há mais de seis meses, para protestar contra a saturação, reclama novos efectivos, de forma a atender convenientemente o número crescente de pacientes, que afluem aos serviços médicos de urgência, por toda a França.

Agnès Buzyn reuniu-se na segunda-feira com os representantes do pessoal e directores de hospitais, bem como os sindicatos de médicos liberais e o colectivo Inter-Urgências, na origem do movimento que exige mais postos de trabalho e camas, perante os serviços saturados.

A ministra da Saúde, Agnès Buzin

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